2026 _ LabSP
DanzaMedicina Lab _ São Paulo/SP
17 & 18 de Outubro _ 2026
DanzaMedicina é uma ferramenta clínica para mulheres que entende a dança enquanto narrativa somática. Uma prática de psicoterapia corporal que reverencia a corpa como território ritualístico na convocação e insurgência do saber pulsional, e que nos serve como denúncia e antídoto às enfermidades fundamentais dos nossos tempos.
Buscamos o movimento que, como armas que sonham, desorganize os modos patriarcais, coloniais e capitalísticos de produção das corpas: suas domesticações, silenciamentos e anestesias; os vernizes pasteurizados que amortecem intuição, instintos, sentidos.
A matéria-prima de nossa investigação é o gesto: uma desobediência coreográfica aos passos prescritos, aos roteiros inscritos, que nos desloque e provoque ao sentipensar - que conjura a deriva, o estranhamento, a dissonância, revoluções concebidas ao mover-se.
Em tempos de superficialidades, desconexão e exaustão, descemos até o mais profundo da corpa para adentrar as fissuras. Dançamos sob as fendas da pele e da terra para, quem sabe, relembrar o que de importante foi deixado pelo caminho em nossa jornada enquanto mulheres.
Um convite para retirar as máscaras, enfrentar os medos, abraçar as sombras - nutrir na corpa desejante o que há de ressequido. Fazer germinar, por entre as frestas, a vida que quer mais vida.
DanzaMedicina is a clinical tool for women that understands dance as a somatic narrative. A body-oriented psychotherapy practice that honors the body as a ritual territory: a pathway for reclaiming and reconnecting with our pulsional wisdom, serving both as a denunciation and an antidote to the fundamental ailments of our times.
We seek the movement that, like weapons that dream, rises against the patriarchal body-container: excessively domesticated, restrained, deprived of its instincts, plasticized in its senses, numbed and anesthetized beneath a pasteurized veneer.
The raw material of our creation, research, and experimentation is the gesture — one that displaces and provokes us into sentipensar: feeling-thinking. A gesture that invokes wandering, estrangement, and dissonance; revolutions conceived through movement.
In times of superficiality, disconnection, and exhaustion, we descend into the deepest layers of the body to enter its cracks. We dance beneath the fissures of skin and earth, perhaps to remember what has been left behind along the way in our journey as women.
An invitation to remove the masks, face our fears, embrace our shadows — to nourish within the desiring body what has become dry and barren. To allow life, through the smallest openings, to germinate into more life.
Alguma pergunta? Fale conosco
connect@danzamedicina.net
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Morena Cardoso é terapeuta somática, pesquisadora, escritora e artista do corpo. Mestra em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC-SP, investiga as relações entre corpo, ritos de subjetivação, feminismos, biopsicopolítica e processos de criação.
Mulher latino-americana, mãe de seis (dois nascidos), há mais de duas décadas percorre territórios, práticas e linguagens em uma investigação sobre saberes encarnados, epistemologias do Sul Global e tecnologias do corpo contra-hegemônicas. Sua pesquisa se interessa pelas memórias inscritas na carne, pelas forças históricas que atravessam as corporeidades e pelos modos como corpos, desejos e subjetividades são produzidos, regulados e renegociados.
É criadora da DanzaMedicina, projeto iniciado em 2015 que já percorreu quinze países e reuniu mais de cinco mil mulheres ao redor do mundo. Seu trabalho atua através de laboratórios imersivos, seminários e produções clínico-artísticas, propondo uma (po)ética do gesto que gesta: uma pesquisa viva entre mulheridades, afetos, lutas e encantarías, na qual o corpo é território político, a experiência produz conhecimento e a criação se torna possibilidade de transformação subjetiva, material e coletiva.
É autora dos livros Manifesto Crisálida e A Menina que Virou Lua, publicado em quatro idiomas.
Morena Cardoso is a somatic therapist, researcher, writer, and body artist. She holds a Master’s degree in Clinical Psychology from the Center for Studies of Subjectivity at PUC-SP, where she investigates the relationships between the body, rites of subjectivation, feminisms, psychotrauma, and creative processes.
A Latin American woman and mother of six (two born), for more than two decades she has traveled across territories, practices, and languages in an ongoing investigation of embodied knowledge, Global South epistemologies, and counter-hegemonic technologies of the body. Her research explores the memories inscribed in the flesh, the historical forces that shape corporealities, and the ways in which bodies, desires, and subjectivities are produced, regulated, and reinvented.
She is the creator of DanzaMedicina, a project founded in 2015 that has traveled across fifteen countries and brought together more than five thousand women around the world. Her work unfolds through immersive laboratories, educational processes, seminars, and clinical-artistic productions, proposing a (po)ethics of the gesture that gestates: a living research practice between womanhoods, affections, struggles, and encantarías, where the body is a political territory, experience produces knowledge, and creation becomes a possibility for subjective, material, and collective transformation.
She is the author of Manifesto Crisálida and The Girl Who Became the Moon, the latter published in four languages.
SAMPLE SCHEDULE
Nosso DanzaMedicina LabSP será nos dias 17 e 18 de Outubro, de 09 às 17 horas, com intervalo para almoço.
Our DanzaMedicina Lab will take place on October 17th - 18th , from 9 a.m. to 5 p.m., including a lunch break.
LOCAL
Greta Galpão @gretagalpao
Rua Pedro Soares de Almeida, 104, perto do metrô Vila Madalena.
INVESTIMENTO
Early Bird _ R$1.970,00
Após 17 de Setembro _ R$2.200,00
FORMAS DE PAGAMENTO
Pix: À vista
Possibilidade de parcelamento em 2x pelo pix, sendo a 1ª parcela no ato da compra e a última até 30 dias antes do evento.
Cartão de crédito: Parcelamento no cartão em até 12x, aplicadas as devidas taxas administrativas da plataforma.
vagas limitas . limited spots available
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Maria Luana é cantora, compositora e artista vocal interdisciplinar uruguaia radicada no Brasil. Nascida em Montevidéu e criada entre Costa Rica e Brasil, sua trajetória une improvisação, música vocal e tradições ancestrais da América Latina e do mundo, em uma pesquisa que atravessa voz, corpo, espiritualidade e criação.
Com três discos lançados e apresentações em diversos países, Maria Luana transita entre a criação musical, a direção artística e a condução de experiências coletivas. Atua também como terapeuta sonora e amparadora de espaços, conduzindo workshops, imersões e retiros no Brasil, Europa e América Latina, onde a voz e o som se tornam caminhos de expressão, presença, reconexão e fortalecimento coletivo.
Em 2025, dirigiu o projeto “Eskya – Vozes Ancestrais”, dando vida ao primeiro grupo vocal de mulheres indígenas Fulni-ô.
Bianca Gismonti é pianista e compositora, com uma trajetória marcada pela criação autoral, pela música brasileira e por uma intensa atuação internacional. Iniciou sua carreira aos 15 anos, acompanhando seu pai, Egberto Gismonti, em palcos pelo mundo. Em 2005, estreou com o Duo Gisbranco, ao lado de Claudia Castelo Branco, parceria que resultou em quatro discos e diversas colaborações com grandes nomes da música brasileira.
Como compositora, lançou quatro trabalhos autorais, entre eles Sonhos de Nascimento, Primeiro Céu, Desvelando Mares e Gismonti 70, este último dedicado à obra de Egberto Gismonti. Desde 2025, mantém também um duo com o violonista português Manuel de Oliveira, com quem realizou turnês pelo Brasil e Europa.
Ao longo de sua carreira, Bianca realizou dezenas de turnês pela América do Sul, Europa, América do Norte, África e Ásia, participando de importantes festivais e colaborando com músicos de diferentes partes do mundo. Em 2026, celebra 20 anos do Duo Gisbranco e prepara novos lançamentos em diferentes formações, reafirmando sua pesquisa e sua contribuição à música brasileira contemporânea.
vagas sociais para:
I) mulheres que sejam moradora ou egressa de comunidade periférica, quilombo, aldeia, assentamentos e/ou ocupação;
II) mulheres negras e/ou indígenas;
III) mulheres que atuem em projetos de impacto social, de gênero, classe e/ou raça direcionados a públicos de baixa renda e/ou em situação de vulnerabilidade e violência.
Se você está dentro destes critérios e tem interesse de participar, preencha o formulário clicando no botão abaixo:
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