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Reclaim your Wild Feminine Essence. 

A Lua Crescente e o Ciclo Menstrual

DanzaMedicina

Esta fase, no ciclo menstrual da mulher, representa o momento desde o fim do sangramento até a ovulação- ou seja, representa a energia da segunda fase de nosso ciclo menstrual.

Isso não quer dizer necessariamente a mulher precise menstruar na Lua Nova e seguir a segunda fase do ciclo na Lua Crescente. Isso significa na verdade que assim como a lua, temos nossas fases distintas em ciclos internos que são representados na natureza e na mitologia arquetípica como padrões, frequências e manifestações específicas de cada momento.

Se você se permitiu um tempo de recolhimento, autoestudo e quietude durante a sua lunação(menstruação); ao final do sangramento você irá perceber que começa a ficar cheia de energia em todos os aspectos; como a lua nova que cresce a partir de  sua profunda escuridão, assim também a mulher passa a se tornar a cada dia mais numinosa em direção à sua fertilidade.

Já renovada, a mulher nesta fase vai voltando devagar para o mundo e aos poucos se sente pronta para encarar todos os desafios da vida mundana; em entusiasmo e ânsia de vivê-lo intensamente.

A segunda fase do ciclo menstrual é representada também pela primavera: como a luz que retorna trazendo florescimento, despertando flores, coragem e renovação; vida que pulsa em pura expansão!

Para algumas mulheres, esta fase invoca o arquétipo de Perséfone, a Deusa do Mundo Subterrâneo que sai dos labirintos das sombras do inconsciente e sobe à superfície. Como um renascimento a partir dos lugares mais profundos do Ser; onde se entra em contato com memórias de dores, medos e a conscientização de padrões limitantes- mas aqui floresce e volta à luz.

Como Perséfone, existe também nesta fase a energia pura e jovial de uma donzela. Onde a mulher se sente como uma princesa, uma sacerdotiza iniciante; generativa, responsiva e flexível. Neste caso, este é um ótimo momento para resolução de conflitos, para explorar novas formas de lidar com as resistências. Um momento propício aprender algo novo ou fazer de uma nova maneira, experimentando novas formas de se manifestar: mais leve e de se relacionar mais harmoniosamente no mundo.

Para outras mulheres, a segunda semana do ciclo menstrual vem como o momento de se centrar somente em seu próprio ser, em seus anseios pessoais e suas ambições; colocando em prática, através de sua crescente criatividade, os seus projetos de vida e propósitos: principalmente aqueles que vieram como visões, sonhos e canalizações durante o período menstrual.

Neste caso, a mulher vai entrando em ressonância com os arquétipos de Artêmis e Atena; Deusas invulneráveis que são inteiras em si: que possuem um foco claro e objetivo a respeito de quem são, de onde querem chegar e qual passo dar adiante; em firmeza, atenção focada, disposição, dinamismo, vitalidade e segurança!

Em conexão com a Roda da Medicina Xamânica, a segunda fase de nosso ciclo menstrual está representada pela direção Leste. É da direção Leste que nasce o sol, é desta direção que cresce a luz; a cada novo dia, a cada inicio de vida, a cada recomeço.

Esta direção, assim como esta fase de nosso ciclo, invoca os Animais de Poder do Condor e a Águia; inspirando nosso dom de observar as situações "de cima", ao invés de nos envolver em vulnerabilidade emocional: observando sem julgamento, com consciência e equanimidade; invocando o masculino dentro de nós em forma de clareza, discernimento, foco, firmeza da mente e objetividade.

Fisicamente, nossos níveis de estrógenos deixados no sangue são cada vez maiores; produzindo efeitos em todo o nosso sistema físico, mental e emocional- em sensação de disposição e bem estar, melhora a qualidade de nossa pele e cabelos, menos cansaço e mais rendimento, aumento da libido em uma fresca e renovada sexualidade que vibra em excitação, ânimo e auto estima!

Honrando a Lua Crescente dentro e fora de nós, este é momento ideal para plantarmos novas sementes; sementes saudáveis que nos garantirá frutos abundantes ao fim de nosso ciclo- por isso a importância de firmar intenções positivas neste momento; em alinhamento e consciência com os nossos propósitos internos e verdades mais profundas.

Acolha o brilho da Lua Crescente e se expanda em toda luz que você começa a manifestar; se tornando, a cada ciclo, mais e mais reluzente!


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Por Morena Cardoso: psicoterapeuta corporal, escritora, contadora de histórias, mãe, mulher, amiga, heroína de sua própria jornada. Uma peregrina, que iniciou a busca de si mesma a partir do espelho fornecido por povos de diversas etnias culturais, corpo adentro e mundo afora.  

Em mais de uma década de jornada pelos saberes tradicionais, lugares sagrados e povos originários, Morena pôde testemunhar diferentes formas de vida, mitos, crenças,  ferramentas de cura, sistemas simbólicos, costumes e rituais; diferentes formas de se relacionar com o universo psíquico e com a natureza- tudo isso se tornou o que é a DanzaMedicina, e hoje se configura como retiros em 6 diferentes países, workshops presenciais, conferências e uma comunidade online com mais de 80 mil mulheres.


Para quem deseja aprofundar estes saberes, deixo o convite para a o Programa Online “Devir-Mulher, Ancestralidade e Contemporaneidade”. Nossa primeira aula será gratuita e ao vivo no dia 27 de novembro às 20:00hs, para conhecer os detalhes e participar da aula clique no link aqui ou na imagem acima!



Bondage - Consentimento e Liberdade

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Comecei a compreender que aquilo era para mim um rito de iniciação para que eu pudesse me libertar do meu vitimismo, da minha necessidade de controlar os outros através de minha dor, me libertar do meu próprio apego ao sofrimento. Foi como limpar os cantinhos escondidos, as rebarbas que sobraram de um porão escuro já muito revirado e cheio de tranqueiras emocionais... foi achar mais um tapete esquecido para bater a sujeira por debaixo.”

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O Poder dos Rótulos

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Vivemos hoje uma crise de identidade. Não só isso, vivemos uma crise da própria ideia de identidade. Com o desaparecimento da interioridade e consequentemente do conteúdo essencial do sujeito, o que testemunhamos hoje é uma curadoria do eu- uma edição permanentemente construída da imagem projetada sobre si, no mundo.

Esta identidade que pode ser reconhecida, legitimada e definida como parte de algo é o que comumente chamamos de "rótulos", mas por detrás da necessidade de se dar nomes, descansa a necessidade de pertencer… pertencer a qualquer coisa que faça desaparecer de si a sensação de estar sendo inadequado.

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O sagrado feminino e suas aspas.

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" Sagrado Feminino" é um termo que nunca me desceu muito bem, principalmente quando vinculado à minha pessoa. Hoje especialmente, é como aquelas traumáticas espinhas de peixe que grudavam na garganta, e minha mãe fazia descer à seco com farofa.

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Uma maternidade inventada

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"Meu filho me acompanhou durante cinco anos- eu de mochila nas costas, ele de dedo na boca, e nós na estrada. Vivendo como nômade, sem casa para voltar. Vivendo como monge, trabalhando como terapeuta somente em troca de doações espontâneas, comida e lugar para dormir (...) "

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